Para Britto, é possível que haja cotas raciais em empresas

Deu no Consultor Jurídico de hoje:

Após o Supremo Tribunal Federal considerar constitucionais as cotas raciais para a educação, o ministro Carlos Ayres Britto, presidente da corte, disse que as políticas afirmativas podem atingir também postos de trabalho. “Havendo incentivos fiscais, é possível”, disse ele nesta terça-feira (1/5). Evitando generalizações, Britto afirma que tais casos devem ser examinados individualmente, mas que o direito ao trabalho pode entrar, sim, como uma oportunidade de promover a “igualdade aproximativa” entre negros e brancos.

E a disposição literal do art. 7º, XXX da Constituição?

Art. 7º, XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, COR ou estado civil;

Aos racialistas alvoroçados, que já propõem cotas raciais em concursos públicos, lembramos que o dispositivo citado é também referenciado quando a Constituição trata de servidores públicos:

Art. 39, § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

Vá ler a Constituição, ministro!

 

2 respostas para “Para Britto, é possível que haja cotas raciais em empresas”

  1. Cada vez mais, segmentam uma raça! Negro não necessita de cotas, o Brasil é que precisa de vergonha e levar a sério as políticas públicas de educação, saúde isto sim diminui a desigualdade.Estamos chegando a beira do ridículo. Logo as outras raças vão se sentir em desvantagem e tambem irão querer suas cotas de participação.Estamos incentivando o racismo, pois, passaremos a ouvir em universidades, empresas e por onde mais se espalhar:_” Vc entrou porque é negro e não por capacidade!” E aí? Quem falou será penalizado por segmentarismo, ou por dizer uma propensa verdade? Logo seremos como nos USA, supermercado de branco e supermercado de negro.Palhaçada, somos iguais e não precisamos copiar o que de errado vemos em outros países, vamos ser nós mesmos, em vez de cotas, seja aonde for, oportunidades de melhor estudo para todos.A educação não resolve tudo, mas é a mola mestra para iniciar a verdadeira reforma, que É a IMENSA desigulade social, que vem lá…, do berço dos POBRES e, não somente do berço dos negros pobres.A educação pode modificar um País inteiro, vejam exemplos como o Japão que se tornou uma potencia mesmo após a devastação, como Australia, com seu programa educacional para os aborígenes e tantos outros, menos é claro o Brasil, que adora ter uma imensa parcela da população ignorante, por que isto da voto, afinal troca-se no nordeste, bolsa família por voto, (vejam no IBGE a população de um vilarejo onde ninguem trabalha e todos sem exceção vivem da bolsa família), isto não da mídia. Vamos acordar!!

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